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Os oceanos ainda escondem muitas surpresas. Milhares de espécies de animais ainda não são conhecidas pelos cientistas, que buscam conhecer estes animais, vertebrados ou não, espalhados pelo mundo.
No Brasil, parte dos trabalhos de pesquisa realizados por especialistas na vida marinha agora estão disponíveis para o público e educadores por meio do site “Cifonauta”, que abrange mais de 11 mil fotografias de seres do mar, além de vídeos e explicações.
Com nome de uma larva marinha, o site foi desenvolvido, nas versões em português e em inglês, pelos biólogos Álvaro Migotto e Bruno Vellutini, ambos do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar), localizado em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.

Imagem ampliada de uma estrela-do-mar.

Além dos periódicos científicos
O banco de dados virtual mostra a fundo as espécies pesquisadas no instituto, expandindo conteúdo que antes podia ser encontrado apenas em publicações científicas, direcionadas a um público restrito.
“A nossa ideia surgiu há alguns anos, devido à carência de conteúdo científico voltado aos organismos marinhos, principalmente aqueles encontrados na biota marinha (conjunto de seres da fauna e flora) brasileira”, disse Álvaro Migotto.
Atualmente, existem 11.075 fotos, 270 vídeos de cerca de 300 espécies encontradas no país e em outras partes do mundo. “Muitas pessoas nos procuravam interessadas em imagens. Agora isto tudo fica disponível em um único local para que a população consiga visualizar e entender melhor os organismos aquáticos. Temos esperança de que o site sirva para aumentar o potencial da educação na área de biologia, além de ser uma divulgação científica”, disse o biólogo.

 

Museu vivo virtual
Segundo Migotto, ainda há poucos trabalhos de conservação da biodiversidade marinha devido à falta de conhecimento de grande parte da população. Ele afirma que mesmo os documentários ou programas produzidos por redes de televisão mostram, principalmente, animais aquáticos que já são difundidos, como grandes peixes ou mamíferos.
“Seres unicelulares e microscópicos, considerados os mais importantes do oceano porque sustentam as cadeias alimentares, são pouco divulgados, até porque eles são muito pequenos e podem ser vistos apenas com equipamentos. É no mar que está o início da vida”, explica.
Ele afirma ainda que muitos organismos podem desaparecer com a mudança climática, devido à acidificação dos oceanos ou mesmo à elevação da temperatura no fundo do mar, o que fortalece a ideia de arquivar o histórico das espécies.
A ampliação do banco de dados vai acontecer em um primeiro momento apenas por pesquisadores e estudantes do Cebimar. “Queremos incluir dados de peixes, aves marinhas e outras espécies. Mas por enquanto não podemos gerenciar esta atividade porque o site vai continuar evoluindo”, disse o biólogo.

O endereço eletrônico é http://cifonauta.cebimar.usp.br.

 

Fonte: Live 2 Dive

Atividades debaixo d’água ajudam crianças que sofreram lesões no parto.
Meninos e meninas com doenças congênitas também fazem a terapia.

Uma menina é orientada em atividades debaixo d’água em seção de terapia neural, na Fundação Gezenguz, em Budapeste, na Hungria.

A terapia com mergulho serve para crianças que sofreram lesões no parto ou que têm doenças congênitas que atrapalham o desenvolvimento.

(Fotos: Ferenc Redei/Reuters)

Fonte: Live 2 Dive

É impressionante ver que seres rotulados como os grandes predadores dos mares, os tubarões possam ser manipulados de forma tão lúdica.

Acreditamos que isso seja possível através de um conjunto de fatores, conhecimento fisiológico, ambiental, comportamental, mas principalmente por um grande exemplo de entrega total, cumplicidade e confiança que o homem, nesse caso específico, uma mulher chamada Cristina Zenato, depositou nesses seres encantadores, desmitificando a sua má fama.

Cristina Zenato parece encantar os bichos deixando-os em estado de êxtase, completamente paralisados.

Intrigados com o fenômeno, procuramos por Sofia Graça Aranha, Bióloga que trabalhou com experimentos de tônica em espécies de Carcharhiniformes (que incluem tubarões cabeça-chata,  tubarões tigre entre outros) no Instituto Oceans Research, na Africa do Sul para explicar cientificamente o que acontece com esses animais durante o vídeo. “No caso desse vídeo, o estado de imobilidade tônica ocorre quando as ampolas de Lorenzini são esfregadas com a malha de aço o que provoca um excesso de sensibilidade eletromagnética e o animal entra nesse estado de transe.”, diz Sofia

Sofia Graça Aranha explica que esse é um estado chamado de imobilidade tônica e não é exclusivo dos tubarões, sendo também encontrado em invertebrados e outros vertebrados. Há muitos estudos sobre imobilidade tônica em aves e pouco se sabe sobre a tonicidade em elasmobrânquios (tubarões e raias), mas percebeu-se que algumas espécies de tubarão ficavam em um estado de transe quando: viradas de barriga para cima, quando a ponta da nadadeira caudal era dobrada e pressionada ou ainda quando as ampolas de Lorenzini eram esfregadas por alguns mergulhadores com luvas de aço, como no caso da Cristina Zenato.

Sofia ainda esclarece que as ampolas de Lorenzini são estruturas que atuam na recepção de estímulos elétricos nos Chondrichthyes (tubarões, raias e quimeras). Elas consistem de inúmeros poros distribuídos pela cabeça (mais concentrados na região ventral) onde cada um possui um tubo preenchido por uma substância gelatinosa que conduz os estímulos elétricos até células sensitivas sensoriais conectadas por nervos que transmitem a informação ao cérebro do animal.

“Ainda há poucos experimentos de tônica em tubarões” lembra a bióloga, possivelmente pelo alto custo envolvido e a grande dificuldade de se trabalhar com estes animais e por isso não se tem certeza do porque e nem para que eles entram nesse estado. Alguns cientistas acreditam que essa condição ocorre com os animais durante a copula ou como mecanismo de defesa.

“Tubarões como cação-limão, galha-branca de arrecife, cação-leopardo, cação-bagre, galha-preta de arrecife dentre outros também entram nesse transe.” , disse Sofia.

Sofia Graça Aranha é bióloga e voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil – RJ.

 

Fonte: Scuba Notícias

(DiverWire) Na próxima semana, em Orlando Florida, Hollis Gear vai apresentar uma gama de novos produtos, incluindo uma “virada de jogo” no mundo da tecnologia em Rebreather. A empresa acaba de anunciar que está trabalhando em conjunto com a VR Technology para trazer a avançada tecnologia do rebreather  para o mergulhador recreativo.
“Novos mergulhadores estão à procura de produtos inovadores e que estão tornando os mergulhos mais fáceis, mais seguros e mais agradáveis” de acordo com Nick Hollis, Presidente da Hollis Gear.
Hollis Gear e VR Technology uniram-se para lançar a peça mais revolucionária no mundo de equipamentos de mergulho desde o BC,  O rebreather Explorersport.
O Explorer é baseado em um projeto patenteado por Kevin Gurr da VR Technology. A unidade não é nem um Rebreather de circuito totalmente fechado, nem um sistema semi-fechado puro, mas um híbrido inteligente que utiliza o melhor dos dois mundos. É compacto, leve e extremamente fácil de usar. O Explorer é o único em usar um só gás, o Nitrox, e é controlado eletronicamente para alcançar um ótimo equilíbrio entre PPO2 e tempo de mergulho. Com cartuchos de absorventes Plug and Play , Configuração fácil orientada com ”ir ou não ir”, rastreamento de CO2 , 2 horas duração e design fazem deste produto um sonho para qualquer mergulhador recreativo. O mergulhador Explorer irá ter o benefíco de respirar um gás quente, ter muito tempo de fundo, e uma vez que não produz quaisquer bolhas invasoras, ver  mais vida marinha do que nunca.

Sim, este DESC(Rebreather Semi-Fechado Eletrônico) é projetado para atender a exigência de  PADI R  Type.

Bob Hollis, diretor executivo da Hollis Gear e da American Underwater Products trabalhando com Kevin Gurr da VR tomou o design a partir do zero, em um pacote completo com regulador, cilindro, BCD e computador de descompressão de bordo . O Tirou da caixa e o Explorer está pronto para mergulhar e por um preço incrível, dada a tecnologia e custo de sistemas alternativos no mercado.
Fique ligado para mais detalhes e informações sobre onde e quando este novo produto estará disponível.

 

Fonte: Scuba Notícias

Como apneísta, e formador de mergulhadores livres, percebi em torno desses anos que me dedico ao esporte e ao mergulho, mesmo que contemplativo (essa é a forma de apnéia que acredito ser a mais fantástica), que 90% dos mergulhadores livres, principalmente os praticantes de caça-sub não usam, não conhecem e praticamente não se importam com regras de segurança, principalmente as que são diretamente ligadas a respiração e a ventilação pós e pré-mergulho. Assunto que irei tratar em breve para os irmãos L2D.

Mas praticamente todo mergulhador livre ao menos já ouviu falar de respiração para o mergulho, uns já ouviram da hiperventilação (extremamente perigosa) que erroneamente melhora a performance durante um mergulho, outras das ventilações abdominais, ventrais, pulmonares e por ai vai… até o famoso movimento de “carpa”.

E como praticante e principalmente amante do mergulho livre, procuro sempre me comunicar com atletas e simpatizantes do meio, a fim de perceber novos treinos, técnicas e tudo mais.
E trocando uma ideia informal com amigos, diante de um dueto de trompetistas e uma tenor de ópera, fiquei surpreso com o tempo que eles podiam deixar a caixa torácica expandida e respirar e ventilar muito rápido.

Mas o que isso tem a ver com mergulho e apnéia???

Tudo… CLARO… o princípio do treino de apnéia e a diferença entre os bons apneístas, é como eles suportam a parte “difícil” da apnéia, quando o corpo começa receber do cérebro respostas químicas, fisiológicas e mentais , sobre a necessidade de uma respiração. Ou seja, o controle das contrações abdominais, a força do diafragma, a pressão da caixa torácica cheia e etc., todos derivados de uma boa respiração e ventilação, controle corporal e mental.

Então me começaram os “porquês” e para “que”, outras atividades usam da apnéia, da força cinética e das técnicas de respiração e ventilação para serem executadas.
Consequentemente fui atrás de músicos de instrumentos de sopro, tenores e cantores líricos e realmente fiquei surpreso.

O Diafragma e a Respiração Diafragmática
No mecanismo respiratório, o músculo que separa o tórax do abdômen desempenha papel relevantíssimo. Se você deitar de barriga para cima poderá observar como o abdômen sobe e desce ao ritmo respiratório. O diafragma funciona como uma membrana. Quando desce, intumescendo o abdômen, arrasta consigo a base do pulmão, aumentando o volume interno deste, o que produz a sucção do ar. Isto é a inspiração. Na expiração, dá-se exatamente o contrário; o diafragma, levantando-se, comprime os pulmões, expulsando o ar. Este mecanismo, tão bonito e tão sadio, com a vida sedentária, vai-se perturbando, até quase desaparecer na maioria das pessoas maduras. É como se o diafragma morresse aos pouquinhos. Resta no fim tão somente a respiração com a parte superior dos pulmões. Mesmo entre atletas tal fato acontece.

Quando querem respirar fundo para voltar à calma, levantam os braços, comprimem e intumescem de ar somente o terço superior do órgão. Fazem exatamente o oposto do que o Yoga ensina e que é a forma ideal de respirar. O atleta ocidental inspira estufando o peito e encolhendo a barriga. O yoga inspira projetando discretamente a barriga, puxando para baixo o diafragma, enchendo, assim, não somente o ápice, mas também e, mesmo antes, a base do pulmão, que é a zona mais rica em alvéolos, portanto a mais importante para a economia vital.

A morte do diafragma paralisa a movimentação da parede abdominal. Esta, por falta de exercícios, definha, não podendo mais sustentar em seus devidos lugares as vísceras, que se dilatam e caem sob a solicitação da gravidade. E a velhice muito cedo chega, com a gordura que se acumula na barriga. A visceroptose, este deslocamento das vísceras, é corrigida mediante a respiração diafragmática que você vai aprender daqui a pouco.

A respiração ocidental nega ao organismo um tesouro de benefícios decorrentes da massagem automática e natural que a respiração diafragmática promove nos órgãos internos e nas glândulas, que, do ponto de vista quantitativo, trabalhando apenas com um terço do pulmão, reduz proporcionalmente a “capacidade vital”.

A respiração diafragmática tem sido utilizada no tratamento de moléstias cardíacas. Ela massageia com brandura e naturalidade o coração. O professor Tirala, de Wiesbaden, é o pioneiro neste tratamento. No restabelecimento do presidente Eisenhower a respiração teve papel significativo.

Massagem igual a que recebe o coração todas as vísceras recebem. No caso dos intestinos, ela é particularmente benéfica, curando a prisão de ventre, contribuindo assim para livrar o organismo das massas putrefatas.

Rejuvenescimento progressivo é outro dividendo que seguramente se recolhe. A respiração abdominal também é utilizada como elemento principal em regimes de emagrecimento. Atuando diretamente nas causas da obesidade, é o mais definitivo e sadio método de emagrecimento.

Depois de tudo isto saber, o leitor pode estar ansioso pelo “mapa da mina”, isto é, a técnica da respiração diafragmática. Vamos a ela.

Antes de qualquer outra coisa, faz-se imprescindível restaurar os movimentos naturais do diafragma, perdidos em massas de gordura, sufocados por cinturões apertados, esmagado por vísceras crescidas. Sem este exercício preliminar, nada pode ser obtido e nada deve ser tentado.

A) Ativação do diafragma
Trata-se de exercício puramente mecânico. Nele ainda não nos preocupamos propriamente com a respiração. Sentado ou em pé, tendo previamente esvaziado os pulmões, movimente a barriga para diante e para trás sob a ação do diafragma. Desde este primeiro exercício você deve habituar-se a manter sua atenção no que esta fazendo.
Comece com um minuto no primeiro dia e vá acrescentando um nos dias subsequentes até atingir cinco. Não use de violência, pois poderá sentir alguma dor, a qual deverá passar com o repouso. Evite a prática se o estômago estiver cheio.
Para maior facilidade, de pé, incline o tronco um pouco para frente, apoiando as mãos nas coxas um pouco acima dos joelhos.

B) Limpeza do pulmão
O pulmão é como uma esponja que se deve embeber, não de água, como a esponja comum, mas de ar. A cada inspiração se enche de ar que depois será lançado fora quando os músculos respiratórios se relaxem na expiração. Comumente, tanto a inspiração como a expiração não são feitas com todo o pulmão, mas apenas com um terço, assim a esponja só funciona numa sua terça parte. Que acontece com o restante?
Uma coisa bem nociva: boa quantidade de ar fica estagnada, sem renovação, sujeita, portanto a deteriorar-se e deteriorar o próprio pulmão e, portanto, toda a saúde.
Precisamos, portanto, aprender esta prática higiênica tão pouco conhecida e tão útil: a de expulsar do pulmão o ar residual e fermentado. Aprendemos a espremer ao máximo a esponja.
Suponhamos que você já aprendeu a movimentar o diafragma. Expulse todo o ar, ajude com uma pequena tosse e complete puxando aquele músculo para cima e comprimindo a musculatura abdominal, o que será conseguido com o encolher ao máximo o abdômen como que desejando encostar o umbigo às costas. É prudente lembrar novamente, que isso não deve ser feito de estômago cheio.

C) Exercício de respiração diafragmática
Tendo readquirido a natural movimentação diafragmática, feita no exercício anterior, puramente mecânico, temos agora que associar o movimento da respiração, coisa que, à primeira vista, parece fácil, mas que não é, devido a uns tantos desnaturados automatismos respiratórios adquiridos, bem como pela interferência perturbadora de certos estados psicológicos.

Deite-se de costas, em superfície dura (no assoalho forrado), encolha as pernas, conservando os joelhos altos e juntos, mas os pés afastados. Descanse a mão sobre o abdômen, afrouxando todos os músculos. Proceda à limpeza do pulmão. Assim, o abdômen deve estar retraído ao máximo e assim o conserve até que se sinta “impulsionado” a inspirar, quando então o abdômen tende a expandir-se.

Agora então, solte-o e deixe o ar entrar. Concomitantemente, o abdômen se eleva, arrastando o diafragma, que por sua vez puxa a base do pulmão, e dessa forma o ar que entrou pelas narinas vem encher este órgão. Para a exalação, novamente o abdômen se abaixa, suspendendo o diafragma, enquanto para fora vai o ar.

“Durante o processo, o abdômen é o único que se movimenta, já que o peito permanece praticamente imóvel”. Mas, este movimento do abdômen, repetimos, quando se consegue fazer corretamente o exercício, não é a própria pessoa (eu consciente) quem dirige e aciona. É obra exclusiva do diafragma (mente instintiva), o qual o praticante deve limitar-se a seguir com atenção em sua natural, livre e espontânea movimentação.

“Em realidade, não é a pessoa quem faz o exercício respiratório, mas é a própria vida que nele respira, limitando-se a pessoa a permitir, observar e seguir com atenção o processo natural de respirar que em seu interior tem lugar.” (A. Blay, “Hatha Yoga”; Editorial Ibérica, s.a.; Barcelona.)

Esse exercício pode ser realizado sem restrições. Qualquer pessoa sadia ou enferma, jovem ou idosa, pode praticá-lo e na dosagem que desejar. Para os melhores resultados, deve o praticante observar que:

a) Às narinas não cabe puxar o ar. Se há alguma solicitação do ar, esta cabe àquela área posterior ao nariz e anterior à faringe, lugar aproximado da glândula pituitária. O nariz é a entrada natural do ar, pois está aparelhado para filtrá-lo, purificá-lo e aquecê-lo. A respiração pela boca, só em raros exercícios. Mas no exercício presente o nariz serve de passagem tão-somente. À sua passagem, o ar fresco estimula e esfria a mucosa e ao ser expelido vem aquecê-la.

b) A respiração é calmíssima. Uma pessoa profundamente adormecida dá-nos uma ideia daquilo que devemos realizar.

c) Depois de certo progresso na técnica, as pernas podem ficar estendidas, e não mais flexionadas, aproximando-se daquilo que se denomina relaxamento completo, objeto de estudos adiante feitos.

d) Sua atenção alerta e ininterrupta deve acompanhar a suave e profunda ondulação do ventre, o entrar e sair do alento. Dizemos alento e não ar atmosférico, pois, a partir daqui, cada vez que inspirarmos (puraka) devemos mentalizar o prâna, que é vida, paz, saúde, energia, alegria, enfim, tudo de que precisamos para sermos felizes.

e) Bem, dissemos que a atenção deve acompanhar, pois o praticante somente experimentará as sensações de descanso, liberdade, espontaneidade, leveza, alegria e paz se abandonar a vida que nele penetra, sem interferir voluntariamente no processo. Deve deixar que a respiração, vinda do plano profundo do eu, chegue à superfície e se harmonize no plano consciente.

f) Esta prática lhe será proveitosa:

1) no relaxamento; 2) ao deitar-se para dormir; 3) nos momentos de tensões e conflitos emocionais; 4) quando se sentir mentalmente cansado; 5) na fase preparatória de qualquer trabalho intelectual.

g) As pessoas que se acham presas à cama podem e devem praticar a respiração abdominal. Isto só lhes prestará benefícios.

h) O êxito depende da correta posição do corpo, do relaxamento e da atitude mental.

Efeitos psicológicos: Tranquilização de crises emocionais; correção da habitual divagação mental; sensação de vivência deliciosa e profunda. Cura de insônias.

Efeitos fisiológicos: repouso geral, especialmente para os sistemas nervosos cerebrospinais e vago-simpáticos; perfeita irrigação sanguínea; regularização de todas as funções vegetativas, com a mais profunda pranificação do corpo sutil.

Respiração circular (uma grande diferença)

Respiração circular é uma técnica utilizada em música que consiste em simular uma respiração constante, reinspirando o ar expelido durante a expiração. Ela é empregada com instrumentos de sopro, especialmente o australiano didgeridoo, para fazer prolongar a nota emitida ou para permitir uma execução contínua, sem a necessidade de pausas estratégicas para respirar. Essa técnica vem sendo amplamente difundida devido ao fato de que, com ela, pode-se executar uma nota longa que se estenda por vários compassos ou até mesmo executar músicas em que não há pausas para se respirar como O moto perpétuo de Paganini. Além disso, é muito útil na execução de uma frase musical longa na qual o músico tem uma queda de fôlego antes de chegar a seu final.

O autêntico didgerido de origem australiana é construído da forma tradicional por comunidades do norte da Austrália ou por pessoas que viajam para a Austrália central em busca da matéria-prima.

Para a construção desses instrumentos são usados troncos duros, especialmente de eucaliptos, árvore abundante naquela região. Às vezes são usadas espécies nativas de bambu. Em geral corta-se o tronco inteiro, mas um galho sendo considerado forte o bastante pode ser usado no lugar do tronco completo. Os artesãos aborígenes que constroem o didgeridoo também aproveitam troncos que foram esburacados por cupins.

Quando encontram uma árvore aproveitável, selecionam o galho, retiram a casca, adornam as extremidades e o instrumento ganha forma. Nesse ponto o didgeridoos recém-construído pode ser pintado e pode-se acrescentar cera de abelha ao bocal do instrumento. Didgeridoos também são feitos a partir de tubos tipo PVC. Estes geralmente têm um diâmetro entre 4 e 5 cm e um comprimento que corresponde ao tom desejado. O bocal muitas vezes é feito da tradicional cera de abelha ou de fita adesiva.

Uma rolha de borracha furada e de um tamanho apropriado também pode servir de bocal.

Tocando o didjeridu

O didjeridu é tocado com a contínua vibração dos lábios para produzir o zumbido enquanto é usada uma técnica especial de respiração chamada respiração circular. Esta exige a respiração através do nariz enquanto que, ao mesmo tempo, a expiração deve ser feita pela boca usando a língua e as bochechas. Para um tocador experiente, a técnica da respiração circular permite que ele renove o ar de seus pulmões mantendo uma nota pelo tempo que o mesmo desejar.

Benefícios para a saúde

Em 2005, um estudo do British Medical Journal (Jornal Médico Britânico) descobriu que, aprender e praticar o Didgeridoo ajudou a reduzir o ronco e apnéia do sono, assim como o tempo necessário para o descanso. Isto parece funcionar devido ao fortalecimento dos músculos da via aérea superiora, diminuindo a tendência de distúrbio durante o sono.

Assim o praticante de mergulho livre, aprende a ter maior compreensão corporal, pois não existe como você aumentar a litragem de ar dos pulmões, nascemos e nos desenvolvemos conforme nosso crescimento, mas a respiração circular, as ventilações abdominais, ventrais, diafragmais, pulmonares, traqueais são as formas de poder usar realmente toda litragem de ar, a qual nosso corpo suporta, variando de pessoa para pessoa. Assim também aos métodos de relaxamento, responsáveis pelo domínio do mergulhador em cada descida.

Outro estudo, realizado no Brasil em 2008 por uma dupla de estudantes universitários da UAM, no curso de Naturologia, promoveu a comprovação de diversos efeitos terapêuticos do Didgeridoo. O foco principal era a redução da ansiedade, mas junto a isso se demonstrou também uma melhora na qualidade de vida, redução à vulnerabilidade ao estresse e melhora da respiração com indícios de combate ao tabagismo (indicado por fumantes que participaram do estudo).

Método

A técnica envolve a capacidade de tornar independentes os processos de respiração pelo nariz e de assopro pela boca. Na verdade, consiste em armazenar o restante de ar da respiração anterior nas bochechas. Enquanto se expira o ar das bochechas, aspira-se pelo nariz o ar da nova respiração, continuando-se então, a emitir o som. Ao final do ar aspirado, armazena-se o final do ar nas bochechas novamente e, enquanto expira-se o ar armazenado, aspira-se novamente pelas narinas. A técnica não deve ser aplicada durante muito tempo, pois pode ser prejudicial para a oxigenação do cérebro. A principal habilidade que é necessária para a aplicação dessa técnica é o domínio independente dos movimentos do diafragma do pulmão e da boca. Para a perfeita execução da técnica, é necessário que o músico consiga respirar pela boca, utilizando o ar que ali está armazenado, enquanto inspira pelo nariz sem que um interfira no outro.

Utilização na meditação

Além ser muito útil ao se tocar instrumentos de sopro, um ambiente místico envolve a técnica desde suas origens. Criada em músicas do folclore, a técnica também é utilizada em ritos de meditação, em que recebe, também, o nome de renascimento. A finalidade desse tipo de respiração é criar uma estabilidade tanto física quanto mental na pessoa que medita. Por esse motivo, a técnica tem sido adotada por músicos que não tocam instrumentos de sopro, com a finalidade de tornar sua execução mais simétrica quanto ao andamento e ao ritmo.

Apneístas competitivos do Egito usam diariamente as mesmas técnicas para controlar a expansão da caixa torácica, submetendo-se a infindáveis expirações completas, e posteriormente entrando em apnéia sem ar algum, tolerando o máximo de contrações e movimentos involuntários para a respiração.

De uma forma simplificada, pode ser enfatizado que os mecanismos acima citados interagem da seguinte forma: o controle involuntário e voluntário da respiração ativa os músculos respiratórios, os quais causam o movimento da caixa torácica e do abdômen, resultando num deslocamento do ar para dentro e para fora dos pulmões, possibilitando assim a ventilação alveolar.

O diafragma é o principal músculo da respiração, representando entre 50-70% da atividade muscular respiratória de um indivíduo e tendo de atuar 24 horas por dia de forma ininterrupta. Este músculo apresenta características funcionais diferenciadas dos demais músculos respiratórios, sobretudo pela sua resistência ao trabalho.

A boa mobilidade diafragmática (excursão e incursão) depende, sobretudo, da integridade funcional do tórax e do abdômen, e ainda de uma estratégia clínica de todos os seus componentes viscerais: pulmões, mediastino, coração, fígado, estômago, baço, pâncreas, rins e bexiga.
Com base na evidência de que o diafragma sofre a ação da gravidade, a completa fisiologia do sistema cardiopulmonar é dependente do posicionamento corporal para o seu funcionamento ideal. A ação da gravidade influencia os mecanismos básicos do sistema respiratório e é um fator determinante na distribuição da ventilação alveolar (Va) e da perfusão pulmonar (Q), além de serem amplamente descritos na literatura os seus benefícios na clearance mucociliar.

No entanto, apesar da importância clínica e terapêutica dessas evidências, muito pouco ainda tem sido descrito recentemente na literatura acerca das vantagens do adequado posicionamento corporal na melhoria das propriedades cinéticas dos músculos ventilatórios, em especial do comportamento diafragmático durante a respiração voluntária e no período em que o paciente permanece em ventilação mecânica mandatória controlada (CMV).

Ainda existe um grande problema no mundo do mergulho, quando se fala de respiração circular e respiração cíclica, pois parece que uma descreve um método e a segunda uma patologia em pessoas que tem deficiência cardíaca, o que as leva a uma respiração também chamada de Respiração de Cheyne-Stokes que é o padrão respiratório que se caracteriza pela redução da sensibilidade do centro respiratório à pCO2 arterial.
Faço-me lembrar por fim a todos os praticantes de mergulho livre, desde os que desfrutarem de um snorkeling em águas rasas ou semiprofundas, como todos aqueles que pretendem ou fazem suas decidas, que sempre será necessário um apoio vital, um dupla, bom conhecimento da área do ponto de mergulho, conhecer e dominar técnicas de respiração, ventilação, natação, EFR, sinalização, comunicação, etc.

Enfim procure um especialista, um instrutor, um divulgador de boas ideias e maneiras sobre o mergulho livre desconsidere que todo mergulhador livre é um caçador desalmado, isso é um erro comum, prejudicando toda comunidade do mergulho livre, infelizmente mergulhadores autônomos e livres fazem coisas erradas que afetam a todos nós, assim como pescadores puxam suas redes em quase 96% dos casos sem discrepância alguma de espécies e tamanhos (outro assunto do mar em breve…).

Aos meus amigos e irmãos do mar e visitantes do L2D o meu muito obrigado. E contem sempre comigo.

“(…) Nenhum homem realmente se conhece por inteiro, se não permitir-se perder-se na imensidão do mar.”
Ricardo Branco (Free Diver*)

Referências
1. Albert, RK, Leasa, D, Sanderson, M, Robertson, HT, Hlastala, MP (1987) The prone position improves arterial oxygenation and reduced shunt in oleic-acid-induced acute lung injury. American Review of Respiratory Diseases 138: 828–833
2. Azeredo, CAC (2002) Fisioterapia Respiratória Moderna: 4ª Edição – ampliada e Revisada. Manole Editora, São Paulo
3. Bittner, E, Chendrasekhar, A, Pillai, S (1996) Changes in oxygenation and compliance as related to body position in acute lung injury. American Journal of Surgery 62: 1038–1041
4. Blomqvist, CG, Stone, HL (1983) Cardiovascular adjustments to gravitational stress. In: Shepherd JT, Abboud FM (eds) Handbook of physiology. Section 2: circulation, vol 2. American Physiological Society, Bethesda, pp 1025–1063
5. Cassart, M, Pettiaux, N, Gevenois, PA, et al (1997) Effect of chronic hyperinflation on diaphragm length and surface area. Am J Respir Crit Care Med 156,504-508
6. Chatte, G, Sab, J-M, Dubois, J-M (1997) Prone position in mechanically ventilated patients with severe acute respiratory failure. American Journal of Critical Care Medicine 155: 473–478
7. Chuley, M, Brown, J, Summer, W (1982) Effect of postoperative immobilization after coronary artery bypass surgery. Critical Care Medicine 10: 176–178
8. Clauss, RH, Scalabrini, BY, Ray, RF, Reed GE (1968) Effects of changing body position upon improved ventilation– perfusion relationships. Circulation 37(suppl 2): 214–217
9. Cooper, S, Eccles, JC (1930) The isometric responses of mammalian muscles J Physiol (Lond) 69,377-384
10. Craig, DB, Wahba, WM, Don, HF (1971) ‘Closing volume’ and its relationship to gas exchange in seated and supine positions. Journal of Applied Physiology 31: 717–721

Esse artigo foi publicado originalmente no fórum da Live2Dive,  por Ricardo Branco

OTTAWA-Arqueólogos mergulharam em um naufrágio do século 19 e  trouxeram de volta um pequeno estoque de artefatos que, segundo eles, lhes dirá mais sobre a perdida expedição Franklin.

Com entusiasmo juvenil, a equipe veterana de Parques do Canadá mostrou acessórios do navio como, placas de cobre do casco, um mosquete marinha britânica  de 1842 e um par de sapatos arrancado do convés do HMS Investigator , que está apenas oito metros abaixo das águas geladas do Ártico.

O ex navio mercante fez duas viagens ao Ártico em busca da expedição Sir John Franklin, mas foi abandonado em 1853 depois de ficar preso no gelo do Ártico, outrora impenetrável. O navio foi encontrado no ano passado em Mercy Bay, off Banks Island no Mar de Beaufort.

“Eu venho fazendo isso há mais de 20 anos”, diz Marc-Andre Bernier, chefe dos serviços de arqueologia subaquática, disse em entrevista coletiva na quinta-feira. ”Este foi provavelmente o projeto mais fenomenal e emocionante – para todos nós.
“Para mergulhar nesse naufrágio que está, literalmente, congelado no tempo … e ter este navio fenomenal a nossa frente, posicionado orgulhosamente em pé no fundo, com artefatos no deck, foi totalmente sem precedentes.
“Foi um dos destaques de nossas carreiras.”

Uma equipe de seis mergulhadores, incluindo um do Serviço de Parques dos EUA, realizou mais de 100 incursões, auxiliado pelo sol de meia-noite do mês de julho, em águas que variam de-2°C para 2°C.
O que eles descobriram surpreendeu até mesmo os mais experientes entre eles.
Artefatos – inclusive os sapatos e um mosquete dobrado, seu guarda-mato alterado para acomodar luvas de inverno – ficaram expostos no convés do navio e espalhados no fundo arenoso.
Mergulhadores recuperaram 16 peças, principalmente para protegê-los dos estragos do tempo e do gelo, e avaliar sua condição geral.
As placas do casco – um dos quais foi forrado com feltro isolante – foram particularmente valiosos arqueologicamente, disse Bernier. Eles vão ajudar a identificar peças encontradas em outros lugares e, talvez, os pesquisadores possam apontar para os navios perdidos de Franklin.
Ele disse que grande parte do interior do Investigator é preenchida com sedimentos, provavelmente preservando muitos tesouros de um passado de mais longa idade.

HMS Investigator foi comprado e reformado pelo Almirantado Britânico em 1848, no mesmo ano em que acompanhaou o navio HMS Enterprise na expedição de James Clark Ross em uma busca inútil de Franklin.
O navio ficou preso no gelo na segunda viagem e foi abandonado três anos depois, em 03 de junho de 1853. Investigator foi inspecionado pela tripulação do HMS Resolute, um ano depois, ainda congelado, e relatado em bom estado apesar de ter tomado em água durante o degelo de verão.
Enquanto o destino dos navios de Franklin, HMS Erebus e Terror, permanecem um mistério, o capitão do Investigator, Robert McClure, manteve um registro de sua jornada.Cirurgião do navio Alexander Armstrong publicou sua própria conta em 1857.
Mas a localização exata do naufrágio não era conhecida há mais de 150 anos. A área tem está entre os mais inacessíveis e inóspitas da Terra.
Este ano, o gelo em Mercy Bay abriu o suficiente para permitir aos mergulhadores nove dias consecutivos de livre exploração subaquática.
A tripulação também foi capaz de projetar uma próxima.

Enquanto isso, a busca de expedição de Franklin continua.
Exploradores estão diminuindo a área de busca a cada ano cerca de 150 quilômetros quadrados. Eles acreditam que os destroços provavelmente foram levados pela corrente para longe de sua última localização conhecida.
“Estes são locais históricos nacionais”, disse Bernier dos navios Franklin. ”Eles são os únicos locais históricos nacionais para as quais não sabemos o local.
“Então nós tomamos isso como uma responsabilidade e estamos tentando localizar nossos sítios históricos que são desconhecidos,”

Ministro do Meio Ambiente Peter Kent, cujo portfólio inclui Parques Nacionais, considera que a parte de pesquisa é  de responsabilidade do Canadá Ártico soberano.
“Reforçamos a presença do Canadá nas águas do Ártico”, disse ele.

“Mas talvez o melhor de tudo, seja descobrimos informações que irão ajudar a fortalecer uma conexão atraente para o Ártico, que é o direito inato de cada um e de todos os canadenses.”

Great encounter

Richard O’Barry foi o homem que capturou e treinou os golfinhos para o programa de televisão “Flipper”(1964). Porém, mudou sua visão sobre o assunto quando como a gota d’água um deles basicamente suicidou-se em seus braços por causa do stress de estar em cativeiro. Desde aquela época, ele se tornou um dos principais defensores contra os cetáceos em cativeiro.
O’Barry juntamente com o cineasta Louie Psihoyos expõem nesse documentário o que vêem como os atos mais cruéis contra os golfinhos selvagens no mundo – em Taiji, no Japão, onde os animais são rotineiramente encurralados para serem vendido vivos para aquários e parques marinhos, ou abatidos para a carne. O’Barry e Psihoyos são inimigos das autoridades em Taiji, que querem usar qualquer tática para expulsar os dois do Japão para sempre. A equipe tenta então filmar secretamente evidências conclusivas deste comportamento cruel.
Eles também destacam que o consumo da carne de golfinho é perigoso (devido à sua alta concentração de mercúrio), que é vendida frequentemente. Bem interessante!

NOVA YORK (Reuters Health) – Apesar das preocupações de que a pressão da água e outros estresses podem gerar dores de cabeça, mergulhadores profissionais, em geral, relatam que sofrem menos dos ataques dolorosos do que outras pessoas saudáveis, dizem os pesquisadores italianos.

Publicado no Headache jornal, o estudo comparou o número de “ataques de cefaléia” – dores de cabeça de todos os tipos – vivido por 201 homens mergulhadores profissionais e um grupo de controle de homens saudáveis ​​que não mergulham. Os mergulhadores em geral, ficaram cerca de 30 por cento menos propensos do que os não mergulhadores às dores de cabeça, e quando sentiram, os mergulhadores tiveram menos dores de cabeça por mês.

Embora as descobertas do estudo sejam limitadas pelo pequeno tamanho da amostragem, o seu autor principal Dr. Roberto Di Fabio, um neurologista, acha que os resultados vão ajudar a determinar como mergulho afeta mergulhadores profissionais.

Di Fabio especula que a boa saúde dos mergulhadores de forma geral poderia ser uma razão para que tenham menos dores de cabeça. Ou, segundo ele, o mergulho em si pode oferecer alguma proteção.

“O exercício seria útil para fazer o nosso cérebro ser menos sensível ao estresse e evitar que, mesmo pequenos estímulos possam desencadear crises de enxaqueca,” Di Fabio à Reuters Health por um e-mail. ”Portanto, o mergulho, bem como outros esportes aeróbicos poderia ajudar na redução do número de ataques de enxaqueca.”

Médicos se perguntam se as tensões físicas e mentais de mergulho podem promover dores de cabeça ou exacerbar a tendência das pessoas que têm enxaquecas, por exemplo, para obter mais ataques.

A pressão elevada debaixo d’água coloca uma pessoa em perigo durante o mergulho. Deixando de subir ou descer corretamente pode causar danos a órgãos vitais por conta dos gases absorvidos por eles, ocorrendo compressão ou descompressão indesejada. Técnicas impróprias de mergulho também podem causar bolhas de gás que se formam na corrente sanguínea – uma condição conhecida como doença da descompressão.

Mergulhadores também são conhecidos por apresentar determinadas mudanças estruturais em sua massa encefálica, e pode chegar regularmente pequenos coágulos nos vasos sanguíneos do cérebro, como resultado das tensões físicas do mergulho.

Para saber se tais efeitos causam dores de cabeça, a equipe de Di Fabio recrutou 201 mergulhadores do Italian Fire and Rescue Department e um conjunto de homens saudáveis, com idades compatíveis às dos mergulhadores e que nunca tinham mergulhado. Ambos os grupos foram submetidos a exames neurológicos, então durante um ano eles registram os detalhes da sua tensão de dores de cabeça e episódios de enxaqueca com ou sem aura.

Durante o período do estudo, 22 por cento do grupo de controle de não mergulhadores sentiram dores de cabeça em comparação com 16 por cento dos mergulhadores profissionais. Além disso, os mergulhadores que tiveram dores de cabeça tinham menos vezes por mês do que os do grupo de controle.

O número de indivíduos que tiveram enxaquecas em ambos os grupos foi baixo – 4,5 por cento dos mergulhadores e oito por cento controlados. Dores de cabeça tensionais foram um pouco mais comum – dez por cento dos mergulhadores tiveram, em comparação com 13,5 por cento dos controlados.

Di Fabio disse à Reuters Health que as descobertas não podem ser generalizados para uma população mais ampla, como o mergulho recreativo.

“Mergulhadores recreacionais são mais difíceis de se estudar, porque o número de mergulhos são menos facilmente graváveis,” Di Fabio disse.

Além disso, os mergulhadores recreativos podem acrescentar outras variáveis ​​para um estudo.

“O estresse emocional que você associa com o mergulho é algo que acontece mais com um mergulhador recreativo do que uma população profissional”, disse o Dr. Herbert Newton, professor de neurologia e neurocirurgia da Ohio State University Medical Center e consultor médico de mergulho.

“Mergulhadores profissionais são treinados muito bem sobre o tipo de coisa que você procura”, disse Newton. ”Mergulhadores recreativos saber um pouco sobre isso, mas não é tão extenso.”

Independentemente do nível de experiência, Newton disse que os mergulhadores devem sair da água se sentirem dor de cabeça.

“Se está debaixo d’água e começar a desenvolver um sintoma de uma enxaqueca ou dor de cabeça, seria mais seguro abortar o mergulho e cuidar da dor de cabeça no barco ou em terra”, disse Newton.

 

Fonte: Scuba Notícias

“Black smokers” (vulcão sub)  Caribenhos podem conter formas de vida completamente desconhecidas!

Três milhas (cinco quilómetros) abaixo da superfície do mar do Caribe (mapa), grandes chaminés vulcânicas estão jorrando água subterrânea quente o suficiente para derreter chumbo. Encontrados através de submersíveis robóticos em 6 de abril, com dois andares de altura “black smokers” (os vulcões submersos que sopram fumaça negra) são as fontes hidrotermais, agora, conhecidas como as mais profundas do mundo. Cientistas fizeram os anúncios a partir de um navio de pesquisa no domingo.

Vulcão submerso soprando fumaça negra.

“Foi como passear ao longo da superfície de outro mundo”, falou o geoquímico Bramley Murton, em uma declaração à imprensa.
“Os tons do arco-íris das torres minerais e os azuis fluorescentes dos tapetes microbianos foram cobrindo-os como algo que eu nunca tinha visto antes”, disse Murton, que, como o resto da equipe, trabalha com o Centro Oceonográfico Nacional do Reino Unido.

Adaptados ao calor extremo, escuridão e falta de oxigênio, as criaturas que habitam nos respiradouros vulcânicos podem ser semelhantes a mais antigas formas de vida da Terra ou até mesmo, alguns especulam, um indicativo de que a vida poderia ser como em outros planetas. Mas a equipe está mantendo os detalhes sobre estes seres, um mistério, pelo menos até que um bom estudo seja feito.

Respiradouros vulcânicos (vents) submarinos talvez possam ser o “Mundo Perdido”!
A equipe descobriu esses vulcões soltando fumaça preta em uma grande profundidade durante uma expedição em curso para a Fenda de Cayman, a bordo do navio de pesquisas James Cook.

A fenda, que está entre Cuba e Jamaica, é a mais profunda ruptura vulcânica do mundo e se projeta duas vezes mais para o fundo em relação à maioria das fontes hidrotermais conhecidas. Feita de ferro e minério de cobre, as chaminés recém-encontradas são meia uma milha (0,8 km) mais profundas do que qualquer outro vulcão negro descoberto anteriormente.
O Trough Cayman, Cayman ou Trench,(a fenda Cayman) é alheia ao mundo das outras cadeias meso-oceânicas, que são formados por separação de placas tectônicas. Como tal, a fenda pode ser o lar de espécies únicas que evoluíram lá durante o isolamento da ilha, “o mundo perdido”, nas palavras dos pesquisadores.

Aberturas da fenda poderiam ser o habitat de espécies como os encontrados nos vulcões do mid-Atlantic, tais como camarão e anêmonas, uma vez que as correntes que ligam o Caribe e Atlântico podem transportar animais entre as duas regiões.
As chaminés vulcânicas podem até receber criaturas, como as do leste do Pacífico poliquetas, moluscos, uma vez que há milhões de anos o Caribe e o Pacífico e eram ligados por um mar agitado que hoje é América Central.

A resposta terá que esperar. ”Nós apenas começamos a estudar a vida marinha neste site e ainda não se têm uma visão completa dela”, o biólogo marinho Jon Copley disse à National Geographic News a bordo do James Cook. ” Iremos ter mais trabalho para ver como as espécies daqui se relacionam com as de outros vulcões ao redor do mundo.
“Mas uma vez que temos esses resultados, essas novas rachaduras(vents) devem ajudar a revelar o que rege os padrões de vida marinha em vulcões de águas profundas”, disse Copley.”Essas respostas também devem nos dizer sobre os padrões de vida do oceano profundo, em geral, lembrando que o oceano profundo é o maior habitat do nosso planeta.
“Vents (as rachaduras que sopram fumaça negra) são grandes laboratórios naturais para a compreensão de tais padrões no vasto reino que, assim como as ilhas terrestres foram para os naturalistas do século 19.”

Pelos padrões convencionais, a vida não deveria existir na rachaduras(vents). Em qualquer outro lugar na Terra, os organismos são dependentes, em muitos casos, indiretamente, da luz solar para fazer a conversão de energia (fotossíntese). Mas as aberturas(vents) são totalmente escuras.
No entanto os mares circundantes dos “vents” estão alguns graus acima de zero, a água subindo dos vulcões pode ser tão quente quanto 760 ° F (400 ° C) e é contém sulfeto de hidrogênio, tóxico para a maioria das espécies. Além disso, a pressão da água é tal que pode se equiparar ao peso de um carro grande que é suportado por cada centímetro quadrado de superfície individual.

Mas a vida se adaptou nessas rachaduras(vents) de forma inesperada.

Na ausência de luz solar, por exemplo, organismos que vivem nos vulcões, produzem energia através da quimiossíntese ao invés da fotossíntese, usando produtos químicos que são derramados do interior da Terra. E alguns micróbios não necessitam de oxigênio, que, como luz solar, já foi considerado um pré-requisito para a vida.

Estas espécies habitam os respiradouros por muitos milhões de anos e podem oferecer uma janela para o passado primordial da Terra.
“As rachaduras profundas (vents) em algumas configurações geológicas podem nos dar insights sobre as condições em que a vida pode ter se originado”, disse Copley.

“E nos 30 anos em que exploramos vulcões de águas profunda até agora, eles certamente abriram nossas mentes a respeito dos possíveis limites da vida, seja na Terra ou em outros lugares do sistema solar.”

Fonte: National Geographic

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